Lei Seca aumenta consumo de bebida em lata
Desde o ano passado o consumidor tem mudado os hábitos de consumo de cerveja trocando bares por festas e reuniões em casa
Publicado em 28 de Abril de 2009, às 18h23min | | Fonte: CGN
Consumo
Ver mais vídeos[+]A Lei Seca não secou os copos de cerveja, apenas mudou a embalagem, o que antes era servido em garrafas de vidro agora são latinhas. O consumidor mudou o local de degustação das bebidas das mesas de bares e restaurantes para a mesa da cozinha. Reflexo sentido nas distribuidoras que até se assustaram com o novo movimento.
“Houve uma mudança no comportamento dos clientes, com a chegada da lei seca, eles substituíram a cerveja de garrafa para a cerveja em lata, no nosso caso uma queda na venda das garrafas e o aumento das latas”, conta o proprietário de uma distribuidora de bebidas, José Canário.
A troca de garrafas por latas de cerveja começou na metade de 2008 com a Lei Seca, muitos consumidores têm medo de multa por dirigir alcoolizado e então passaram a beber em casa. E a distribuidora depois de se assustar com o aumento na procura por latinhas está se adaptando com a mudança de comportamento do consumidor.
“No começo assustou até a gente que tem muito tempo de empresa, e experiência no ramo e com o tempo virou um hábito de consumir cerveja descartável.As festas em casa têm aumentado em Cascavel, festas universitárias, em repúblicas, é uma tendência já que diminuiu a quantidade de bares abertos até mais tarde, essa bebida passou a ser consumida de outra maneira e eles optam por fazer festa em casa”.
A mudança do local de consumo foi ditada pelo bolso. Diferente dos bares e restaurantes que repassaram ao consumidor final o aumento médio de 10%, as distribuidoras oferecem um reajuste médio no preço da bebida, de 7%, e algumas ainda tem atendimento 24 horas.
Em compensação, entre 30% e 40% da venda dos bares e restaurantes está concentrada na cerveja e no chopp, de acordo com o presidente (interino) do SHRBS (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) de Cascavel, Mário Bora, a queda no consumo de bebidas foi pequena, mesmo assim o setor sentiu a diminuição. “Sempre diminui um pouco, a lei municipal limita que o funcionamento é até a meia noite, nesse horário ninguém está proibido de vender, limita um pouco mas não deixam de vender.”
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